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Como escalar o atendimento ao cliente sem contratar mais pessoas

Milena Lemes

Como escalar o atendimento sem contratar mais pessoas é o grande desafio de todas as empresas. Porém, muitas vezes essa necessidade vem acompanhada de um obstáculo: como fazer isso, sem inflar a folha de pagamento, ou seja, sem contratar mais pessoas, e ainda assim manter a experiência do cliente positiva? 

Há alguns anos, a melhor resposta para essa pergunta seria investir em tecnologia. Por exemplo, por meio de chatbots baseados em árvores de informações e uma cadeia definida de respostas, para classificar o atendimento antes de passar para um humano. 

Em 2026, a resposta segue a mesma premissa: a tecnologia ainda é peça fundamental neste processo, porém a forma de apresentação para o cliente mudou e, para se manter relevante no mercado, a sua empresa precisa acompanhar essas evoluções. Confira no blog como escalar o atendimento sem contratar mais pessoas. 

Diferença entre escalar de forma saudável X “inchar” o negócio 

Quando falamos em escalar um negócio, estamos falando em aumentar a receita de forma exponencial, enquanto os custos crescem de forma linear ou, até mesmo, mínima. No entanto, muitas empresas apenas se preocupam em crescer e entendem que para dobrar a operação, é necessário dobrar a equipe. Esse movimento deve ser feito com cautela, pois pode dar a falsa impressão de crescimento, quando, na verdade, o negócio está apenas “inchando” e ficando no mesmo nível que estava antes. 

Forever 21

Um exemplo recente, é o que está acontecendo com a Forever 21. Marca de fast fashion californiana que fechou a operação no Brasil em 2022 e, desde março de 2025, enfrenta uma grave crise financeira nos Estados Unidos, tendo entrado com o segundo pedido de falência no país. 

A marca, que foi objeto de desejo dos jovens por décadas, cresceu rapidamente no mundo todo, mas não conseguiu acompanhar as mudanças de mercado, especialmente resultadas pela tecnologia, e perdeu espaço para e-commerces chineses. 

Subway

O Subway também passou por uma crise financeira causada pelo crescimento inchado. A antiga dona da marca, SouthRock, entrou em recuperação judicial com dívidas de 1,8 bilhão de reais em 2024. 

No entanto, o destino da rede de fast-food foi diferente. Comprado pela Zamp, a marca voltou a ter destaque no Brasil em 2025, registrando alta de 30% nas vendas. Esse resultado foi possível graças a uma série de melhorias realizadas e, especialmente, ao fortalecimento do delivery. Ou seja, a empresa passou a aplicar mais tecnologia para o seu funcionamento

A tecnologia é aliada, mas os processos precisam ser ágeis 

Como falamos lá no início, a melhor resposta para entender como escalar o atendimento sem contratar mais pessoas, é contar com a tecnologia. No entanto, é preciso estar atento aos movimentos de mercado e tomar decisões ágeis. 

Principalmente nos anos 2018 e 2019, os bots de atendimento ganharam força significativa no Brasil, com os sistemas baseados em FAQs. Ou seja, o cliente entra em contato com uma empresa e o bot inicia a interação, enviando uma lista de opções e guiando o atendimento a partir das respostas fornecidas pelo cliente. 

Porém, esse modelo se mostrou vulnerável. Quando não feito da forma correta, pode deixar o cliente com ainda mais dúvidas. Ou pior, ele pode sair da interação sem ter resolvido o problema que o levou até ali, simplesmente porque na lista de opções do bot não existe a opção que o cliente precisa ou porque o bot não fez o handover para o agente humano. 

Hoje, o que tem ganhado força no mercado é o uso da IA Generativa (IA Gen), ou seja, uma inteligência que responde através de comandos, de forma conversacional, sem gerar filas de espera e respostas fora do padrão.

Dados da International Data Corporation (IDC) mostram que 60% das empresas no Brasil já utilizam algum tipo de IA embutida em aplicações empresariais, mesmo sem tratar essas iniciativas como projetos formais. Outras 38% estão experimentando o uso de agentes de IA como orquestradores de processos. Os números reforçam que essa mudança está vindo para ficar e as empresas precisam se adaptar ao modelo, pois é algo que o consumidor moderno espera: agilidade e resolutividade. 

Inteligência Artificial Generativa para escalar o atendimento 

Conforme apresentamos, o número de empresas no Brasil que já utilizam alguma forma de inteligência artificial em seus negócios é grande, mas por esse uso não ser considerado como um projeto, significa que a estrutura não é pensada para resolver as principais dificuldades enfrentadas durante o atendimento ao cliente.

Ou seja, existe um grande espaço para se desenvolver, evoluir os processos internos da empresa e sair à frente da concorrência, escalando o atendimento sem contratar mais pessoas.

Com o uso da inteligência artificial generativa, o cliente tem uma experiência de atendimento completamente diferente: ele é atendido por um agente de IA conversacional. Isso significa que o bot é capacitado para responder as dúvidas conforme elas surgem, indo muito mais além do que apenas uma lista de opções engessada.

Um exemplo é o Fin, agente de IA da Intercom. Ele aprende de forma completa e atualizada sobre seus produtos, serviços e processos e oferece respostas detalhadas e eficientes para resolver os problemas dos clientes rapidamente, alcançando uma média de 67% de chamados resolvidos, sem a necessidade de handover para um agente humano. Por exemplo, chamados para informações pontuais, dúvidas sobre um processo, acesso a cobranças futuras… e outros. 

Dessa forma, sua empresa ganha:

  • Mais agilidade e resolutividade; 
  • Redução de custos;
  • Crescimento escalável;
  • Padronização de respostas; 
  • Tempo dos agentes humanos para resolução de chamados complexos e que demandam mais atenção. 

Outra grande vantagem é que o atendimento passa a ser 24/7, não sendo necessário uma equipe de plantão para atender clientes durante feriados, aos fins de semana e à noite. Essa movimentação também contribui para a redução de custos com o pagamento de horas extras. 

A imagem mostra uma tela da ferramenta Fin, o Agente de IA da Intercom, que é implementado no Brasil pela Nortrez.

Escalar o atendimento com IA Gen é uma via de mão dupla  

Ferramentas de IA Gen, como o Gemini, têm acesso a uma base de dados completa, que é utilizada para fornecer as melhores respostas possíveis de acordo com a pergunta recebida. Assim funcionam também as ferramentas para atendimento com IA generativa, como o Fin. A diferença é que a sua empresa precisa fornecer o conhecimento correto, para que ela funcione de forma satisfatória e dentro do esperado. 

Ou seja, é uma via de mão dupla: você precisa fornecer diversas fontes de conhecimento, como artigos do Help Center, conteúdos internos, PDFs e páginas externas para que a inteligência aprenda sobre a sua empresa. Diferentemente dos serviços de FAQ, não é necessário uma longa triagem manual e meses programando para que o atendimento saia como o esperado. 

É importante destacar que essas ferramentas funcionam em ambientes seguros e controlados, não oferecendo riscos de conformidade de segurança para a sua organização e os dados dela. 

Cultura data-driven 

Não apenas estamos vivendo a era da hiperconectividade, da inteligência artificial, como também a cultura data-driven. Essa é uma metodologia orientada por dados, em que as empresas baseiam suas decisões estratégicas em análise e interpretação de dados, ao invés de achismos ou intuição.

Dessa forma, ferramentas de contribuem para o atendimento, também fornecem dados relevantes para o negócio, como tempo de resposta dos agentes, padronização das informações e muito mais.

Com essas informações em mãos, é possível tomar decisões mais assertivas para o negócio e com impacto real na operação e para o próprio cliente. 

Escalar o atendimento com inteligência artificial é preparar sua empresa para um futuro mais lucrativo 

Quando falamos em escalar o atendimento sem contratar mais pessoas, também estamos olhando para o futuro e questionando qual lucro isso vai gerar, certo? Conforme destacamos acima, apesar de já existirem empresas utilizando inteligência artificial em seus processos, muitas delas não consideram isso como um projeto. Isso mostra que há uma falta de maturidade por trás dessa utilização.

Ao contar com uma ferramenta própria para atendimento, com IA Gen, o seu negócio já sai à frente da concorrência, oferecendo uma melhor experiência ao cliente, o que abre novas possibilidades de negócio e contribui para gerar fidelização para a sua marca. O time da Nortrez está pronto para te ajudar nesta jornada, entre em contato conosco e saiba mais. 

Milena Lemes

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